Quando componho procuro a Beleza  através  de seus 
                                                                
três requisitos essenciais: integridade, simetria e radiância.

 


Dimitri Cervo (Santa Maria, 19/02/1968), compositor e pianista, aos 14 anos apresentava suas primeiras composições em público. Começou a destacar-se nacionalmente em 1995, quando sua Abertura e Toccata recebeu o primeiro prêmio no Concurso de Obras Orquestrais do XV Festival de Londrina e foi executada por cinco orquestras brasileiras. Sua discografia inclui dois CDs individuais, Toronubá e Série Brasil 2010pelos quais recebeu três Prêmios Açorianos, de melhor CD e compositor, além de obras registradas em CDs de diversos grupos e artistas.

Em 2012 tem agendadas programações de sua obra orquestral e solista pela Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica da Bahia, Orquestra do Conservatório Brasileiro de Música, Orquestra do Estado de Mato Grosso, e a estreia da Série Brasil 2010 n. 6 – Concerto para Violino e Orquestra de Cordas por Emmanuele Baldini.

Seus principais estudos musicais de piano, composição e regência se deram em cidades como Porto Alegre, Siena, Salvador e Seattle. Graduou-se em piano na UFRGS (com Dirce Knijnik), e realizou os cursos de composição (com Franco Donatoni) e de música para cinema (com Ennio Morricone), na Accademia Chigiana de Siena, Itália. De volta ao Brasil realizou diversos concertos com sua música de câmara e prosseguiu estudos em Salvador. A vivência destes anos na Bahia e o contato com a música percussiva afro-brasileira influenciou a rítmica aditiva de sua música. Entre 1996 e 1998 viveu e estudou em Seattle, onde seu contato com o Minimalismo norte-americano se aprofundou. A partir de 1997 começou a desenvolver uma estética pessoal, fundindo elementos da música brasileira com feições do Minimalismo. Nos 10 anos seguintes criou um conjunto de obras para diversas forças instrumentais, a Série Brasil 2000, que tem recebido diversas execuções no Brasil e no exterior. A partir de 2009 começou a desenvolver a Série Brasil 2010, um novo conjunto de obras para instrumentos solistas e orquestra de cordas, de câmara ou sinfônica, com estética hibridizada a partir de diversas influências.

Em Salvador estreou ao piano a sua Passacaglia Fantasia para piano e orquestra. Em Seattle assinou contrato com a Freehand.com tornando-se um dos pioneiros na publicação de partituras em formato digital na web. Sua Pequena Suíte Brasileira recebeu o prêmio do júri e do público no V Aliénor Compositon Competition, tendo sido gravada e publicada nos EUA. Em 2006 foi o compositor homenageado do 13º. Concurso de Piano do Conservatório de Ituiutaba (MG). Em 2008 estreou ao piano Uguabê, com a Orquestra de Câmara da ULBRA. Em maio de 2009 apresentou ao piano, com a Sinfônica de Sergipe, sua obra Toronubá, em Curitiba. Desta cidade a orquestra seguiu com sua turnê nacional, apresentando Toronubá nas principais salas de concerto brasileiras, com grande êxito. Em 2009 foi contemplado com a Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Artística para o desenvolvimento das primeiras obras da Série Brasil 2010. No StudioClio regeu a estréia das duas primeiras obras da Série Brasil 2010, sendo o Concerto para Violão também apresentado na XVIII Bienal do RJ. Em 2010 apresentou ao piano, junto a Municipal de São Paulo, a versão para grande orquestra de Toronubá. Teve também estreada Brasil Amazônico pela OSPA, execução que consumou a estreia da Série Brasil 2000 como um todo. Ainda em 2010 teve Toronubá e a Toccata Amazônica apresentadas no Festival Internacional de Campos do Jordão. Em 2011 somaram 34 as programações de suas obras orquestrais, incluindo a apresentação de Brasil Amazônico na MIMO (Mostra Internacional de Música de Olinda) e um concerto com a Orquestra de Câmara do Amazonas, no qual participou ao piano como solista. Também regeu as récitas de estreia da Série Brasil 2010 n. 5 – Concerto para Flauta solo e 8 Violoncelos, em Porto Alegre e no XVII Rio International Cello Encounter. Em paralelo à composição e execução, atua no Departamento de Música do Instituto de Artes da UFRGS.

Como intérprete de sua obra tem colaborado na regência com diversos grupos de câmara, e ao piano com várias orquestras, tendo obras apresentadas por mais de 40 grupos orquestrais, dentre os quais destacam-se Camerata Antiqua de Curitiba, Orquestra Sinfônica de Sergipe, Orquestra de Câmara da ULBRA, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Petrobrás Sinfônica, Orquestra Sinfônica Brasileira, Sinfônica Nacional, Orquestra de Câmara do Amazonas, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra do Estado de Mato Grosso, Cia. Bachiana Brasileira, Sinfônica de Campinas, Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, OSTNCS, Orquestra Orquestra Jovem do Conservatório Brasileiro de Música, Orquestra de la Universidad del Norte, Orquestra Sinfônica da Paraíba, Sinfônica Municipal de São Paulo, Camerata Cantareira, Camerata Florianópolis, e por grupos de percussão como John Boudler e Grupo PIAP, Durum Percussão Brasil, Percusionistas de Buenos Aires e Ney Rosauro e Miami Percussion Ensemble. Sua música orquestral e solista tem sido realizada sob a regência de destacados maestros como Guilherme Mannis, Wagner Polistchuk, Sammy Fuks, Leandro Carvalho, Ricardo Rocha, Tiago Flores, Andi Pereira, Andre Muniz, Roberto Duarte, Lutero Rodrigues, Marcelo de Jesus, Isaac Karabtchevsky, Luiz Carlos Durier, Ueslei Banus, Antônio Carlos Borges Cunha, Karl Martin, e por solistas como Emmanuele Baldini, Olinda Allessandrini, James Strauss, Maurício Freire, Paulo Inda, Helder Teixeira, Catarina Domenici e Cíntia de los Santos. Suas obras já foram apresentadas em todos os estados brasileiros e em diversos países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Costa Rica, Portugal, França, Alemanha, Holanda, Grécia, Suíça, Noruega, Bulgária, Sérvia, Israel, Vietnã e Cingapura.

 

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Dimitri Cervo